Magda soares aborda em seu texto “Letramento e Alfabetização” correspondente á síntese dos capítulos 1 e 2 do livro “ Letramento: um tema em três gêneros” que:
“... aprender a ler e escrever significa adquirir uma tecnologia, a de codificar em língua escrita e decodificar a língua escrita; (...) um indivíduo alfabetizado não é necessariamente um indivíduo letrado; alfabetizado é aquele indivíduo que sabe ler e escrever; já o indivíduo letrado, o indivíduo que vive em estado de letramento, é não só aquele que sabe ler e escrever, mas aquele que usa socialmente a leitura e a escrita, pratica a leitura e a escrita, responde adequadamente às demandas sociais de leitura e escrita.” (p. 39 e 40).
Fazer uso social da escrita não implica necessariamente dominar o código alfabético.
Existem inúmeros cidadãos (crianças e adultos) que não são alfabetizados, mas que são letrados, que fazem o uso social da escrita. Crianças antes da idade de escolarização fazem isto todo o tempo, quando apontam para o chocolate ou refrigerante por exemplo. Conhecem a escrita que está nos rótulos, embora não estejam alfabetizadas para ler efetivamente esses rótulos em sua completude-não sabem, por exemplo, que o o de coca é o mesmo o de copo, mas tomam a escrita coca-cola e dela fazem uso social para entender as suas necessidades em um momento histórico-social específico de suas vidas.
O letramento inicia-se a partir do momento em que a criança tem contato com historinhas lidas pelos pais, e em tudo que tem acesso: jornais, revistas, livros, joguinhos, etc.
Este processo continua quando a criança entra na escola.
Conforme ocorreu em meu estágio, quando coloquei vários rótulos diante das crianças para poder dar inicio a uma atividade, perguntei quais eram os rótulos que ali se encontravam. Os alunos que não eram alfabetizados, falaram os nomes destes rótulos.
Já a criança alfabetizada consegue ler e escrever, ai então começa a receber estímulos para produções textuais, consegue expor suas idéias por escrito, passa a ler textos que não fazem parte do seu dia-a-dia...
O processo de alfabetização exige que o professor considere o conhecimento que a criança tem sobre a língua escrita e o uso que faz desse conhecimento socialmente, ou seja, que considere o conceito de letramento.
Ensinar a criança é saber dizer, o que dizer a ela, o que mostrar, é proporcionar-lhe um ambiente rico para que ela mesma possa construir-se.
Pensando nisso, organizei minha sala de aula (estágio), dispondo de materiais como: livros infantis, revistas, alfabeto móvel, trabalhos com rótulos, produções de textos coletivos, jogos, contei histórias, formei grupos de quatros alunos, com a intenção de haver troca de conhecimentos, experiência e aprendizagem.

Um comentário:
Oi Adriana,
gostei muito da tua nova postagem. Apensar do eixo 2 não estar diretamente relacionado com o teu TCC, tu explorou bem o texto da Magda e relacionou com as atividades do estágio e até a organização da sala. Gostei de ver. Continue assim nas próximas reflexões. É este o caminho!!
Grande beijo e até a próxima!
Profa. Nádie
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